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INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeiro: S. Pedro.

Habitantes: 1.009 habitantes (I.N.E. 2011) e 967 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Hotelaria, indústria de mármores e granitos, agricultura, pecuária e pesca.

Tradições festivas: S. Sebastião (1º domingo de Maio), S. Paio (1º domingo de Agosto), S. Tomé (Dezembro), Festa do Senhor e Nossa Senhora das Dores.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, capelas do Bom Jesus do Calvário e de S. Sebastião, Solar da Loureira, Quinta do Outeiral, cruzeiros paroquial e das Faias, casas do Feital, dos Bicos e do Paço.

Outros locais de interesse turístico: Calvário do Bom Jesus, ilhas dos Amores e da Boega.

Gastronomia: Arroz de lampreia, debulho de sável, biscoitos de milho e meixões.

Colectividades:  Grupo Desportivo e Recreativo de Gondarém.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

Ocupando uma área de cerca de 713 ha, a Freguesia de Gondarém está a aproximadamente 3 km, a sul, da vila de Vila Nova de Cerveira, a sede do concelho a que pertence. Estende-se desde a margem esquerda do rio Minho, onde estão também as ilhas da Boega e dos Amores, marcas de beleza do Alto Minho, até ao cimo dos montes de Goios e Pena. Estes montes abrigam as suas populações que desde sempre aí se estabeleceram, conforme o demonstra a história, ao nos referir os vestígioscastrejos nos pontos mais elevados.

A Freguesia de Gondarém, prima pela sua fertilidade agrícola e talvez seja por isso, uma das mais das mais populosas do concelho de Vila Nova de Cerveira.

Gondarém é rodeada pela Freguesia de Loivo, a Norte, pela Freguesia de Sopo, a Sul e Nascente, pela Freguesia de Lanhelas, (pertencente ao concelho de Caminha), também por Sul, e pelo rio Minho, por Poente, tendo a Galiza na outra margem. A freguesia é constituída pelos seguintes lugares: Alteia, Boavista, Calvário, Castanheiras, Chãozinha, Couto, Fontainha, Gave, Igreja, Lagos, Linhares, Loureira, Mangoeiro, Mota, Outeiral, Outeiro, Pedreira, Pedrosa, Penedo, Penetão, Portela da Veiga, Ramilo, S. Sebastião, Sobrosa, Viso.

 

RESENHA HISTÓRICA

 

Consta-se que em tempos, por volta de 970, Gondarém teria sido fundada por um normando de nome Gundáredo. O nome Gondarém, parece surgir pela primeira vez nas Inquirições de D. Afonso III.

Refira-se que nessas inquirições, do ano de 1258, relativas ao rei Bolonhês, a Freguesia de Gondarém teria a designação de Mangoeiro, ainda um dos seus lugares.

 

Segundo, o padre António Carvalho da Costa, tomou este nome por ali se encon­trar a igreja antiga e que mudou o nome para Gondarém, quando se transferiu a igreja para este outro lugar.

Ainda, acerca da história desta freguesia, transcreve-se aqui, na íntegra, a informação que nos presta o livro “Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo:«Em 1258, com o nome de Mangueiro, é citada na lista das igrejas, situadas no território de Entre Lima e Minho, que pertenciam ao bispado de Tui.

Em 1320, aparece enquadrada no arcediagado de Cerveira, sendo uma das igrejas do bispado de Tui no território de Entre Lima e Minho. Nesse ano, e como se refere no inventário daquelas igrejas, mandado elaborar por D. Dinis, à igreja de São Pedro de Mangoeiro foi aplicada uma taxa de 75 libras.

Quando, em princípios do século XVI, as freguesias de Entre Lima e Minho foram incorporadas na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa mandou avaliá-las. O seu rendimento foi então calculado em 714 réis e 7 pretos.

Em 1546. São Pedro de Mangoeiro, a actual Gondarém, encontrava-se inserida na Terra de Vila Nova de Cerveira, rendendo 70 mil réis. O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, utilizada pelo Padre Avelino J. da Costa na elaboração do seu livro "A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho'', refere que, nesta época. São Pedro de Mangoeiro se encontrava "partido em duas partes, a sem cura hé do arcebispo e a com cura de padroeiros leiguos".

Segundo afirma o Padre António Carvalho da Costa (Chorographia Portuguesa) era abadia, rendendo a metade curada "que presentão os senhores da Casa de Bertiandos por a família dos Cerveyras. cujo Morgado possuo aqui Manoel Ferreira d' Eça, senhor da Casa de Cavalleiros, por descendente de filho mais velho. 300 mil réis e a outra metade, simples, data do Ordinário, rende 120 mil réis'.

Em termos administrativos, aparece na comarca de Monção em 1839 e, em 1852, na de Valença. Por decreto de 12 de Julho de 1895. a freguesia foi anexada ao concelho de Caminha, regressando ao de Vila Nova de Cerveira, depois da sua restauração, feita por decreto de 13 de Janeiro de 1898».

 

Fontes consultadas:  Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo. 

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